O mundo inteiro acompanha, surpreso, a renúncia de Bento XVI, como líder maior do Catolicismo Romano. O alemão Joseph Ratzinger é o 265º papa e um dos maiores expoentes teólogos da Igreja Romana. Homem culto, que domina seis idiomas, entre eles o Português. É autor de vários livros, pianista e membro de várias academias científicas. É reconhecidamente conservador. Combateu firmemente a teologia da libertação. Como chefe de Estado e líder de um dos maiores segmentos religiosos do mundo, é uma das pessoas mais respeitadas de nosso tempo. Porém, o momento é oportuno para fazermos algumas reflexões sobre a posição que o papa ocupa. É o papa o cabeça da igreja, a pedra fundamental sobre a qual a igreja está edificada, o supremo mediador e o substituto do Filho de Deus, como preceitua a dogmática romana? Vejamos o que a Palavra de Deus ensina:
Em primeiro lugar,Jesus é o cabeça da igreja.Essa verdade está meridianamente clara em Efésios 5.23. Nenhum homem, por mais culto ou piedoso, poderia ser o comandante da igreja universal. Somente Jesus tem essa honra. Jesus é o dono da igreja, o Senhor da igreja, o cabeça que governa a igreja, o bispo universal da igreja.
Em segundo lugar, Jesus é a pedra sobre a qual a igreja está edificada. O papado está alicerçado na interpretação de que Pedro é a pedra sobre a qual a igreja está edificada e que todo papa é sucessor de Pedro. A grande questão é se essa interpretação tem amparo bíblico. O contexto de Mateus 16.18 está todo voltado para a Pessoa de Cristo. O próprio Pedro deixou claro que Jesus e não ele é a pedra sobre a qual a igreja está edificada. No começo do seu ministério Pedro disse que Jesus é a pedra (Atos 4.11) e no final do seu ministério, quando escreveu sua primeira carta, tornou a enfatizar esse mesmo fato (1 Pedro 2.4-8).
Em terceiro lugar, Jesus é o único mediador entre Deus e os homens. O título concedido aos papas, “Sumo Pontífice”, significa supremo mediador. Essa expressão não cabe em nenhum líder religioso, pois a Bíblia é categórica em afirmar que só existe um Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo (1 Timóteo 2.5). O próprio Jesus disse: “Eu sou o Caminho, e a Verdade, e a Vida e ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14.6).
Em quarto lugar, Jesus enviou o Espírito Santo como seu substituto. O título atribuído aos papas “Vicarius Fili Dei”, ou seja, substituto do Filho de Deus, também, não pode ser concedido a nenhum homem. O substituto do Filho de Deus não é o papa, nem qualquer outro líder religioso, mas o Espírito Santo (João 14.16). O Espírito Santo, sendo Deus, está para sempre com a igreja e na igreja. O Espírito Santo veio para exaltar a Cristo e nos conduzir à verdade.
Em quinto lugar, Jesus é o dono da igreja. Foi o próprio Jesus quem disse a Pedro que ele mesmo edificaria a sua igreja (Mateus 16.18). A igreja é Deus, pois foi comprada com o sangue de Jesus (Atos 20.28). Jesus nunca passou-nos uma procuração, dando-nos a liberdade para sermos os donos de sua igreja.
Em sexto lugar, Jesus é o edificador da igreja. Nós somos os cooperadores de Deus, mas é Deus mesmo quem edifica a sua igreja. Um planta, outro rega, mas o crescimento vem de Deus (1Coríntios 3.9). Jesus disse: “Eu edificarei a minha igreja” (Mateus 16.18). Não conseguiríamos acrescentar nem um membro ao corpo de Cristo, mesmo que usássemos todos os recursos da terra.
Em sétimo lugar, Jesus é o protetor da igreja. A igreja não caminha vitoriosamente à parte da assistência e proteção de Cristo. Ele disse: “… e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16.18). Os inimigos da igreja são muitos e perigosos, mas Jesus é o nosso escudo e protetor. Ele é o general desse glorioso exército que caminha triunfantemente rumo à glória. Bendito seja seu santo nome!
A nossa irmã Rosilda, publicou em determinada época em seu blog "http://terradomagano.blogspot.com/2010/05/igreja-presbiteriana-central-de.html" valiosíssimos e históricos fragmentos da história da nossa Igreja Presbiteriana Central de Garanhuns. Republicamos pois nesse espaço, nas comemorações dos 113 anos, esse trecho tão importante dessa história.
Em Garanhuns, ele construiu o primeiro templo da Igreja Presbiteriana e deu continuidade ao trabalho de formação do Colégio XV de Novembro e do Seminário Presbiteriano do Norte. Seu Ministério foi curto.
Martinho de Oliveira morreu em Garanhuns no dia 28 de julho de 1903.
Em setembro de 1941, os ossos de Martinho de Oliveira foram transladados para a base do púlpito do novo templo da Igreja Presbiteriana Central de Garanhuns.
A Igreja Presbiteriana Central, as oficinas do Jornal o “Norte Evangélico” - periódico presbiteriano dirigido pelo Reverendo Jerônimo Gueiros desde 1909, o Colégio XV de Novembro, o Seminário Presbiteriano, e ainda, a presença dos missionários norte americanos fizeram de Garanhuns um importante centro de irradiação do presbiterianismo.
O atual templo em fase de acabamento
Garanhuns passou a ser conhecida como a Antioquia do Presbiterianismo no Norte,
uma alusão à igreja de Antioquia da Síria, a primeira igreja, segundo a Bíblia,
que preparou e enviou missionários ( Paulo e Barnabé) para pregar o evangelho
em outras terras.
É importante salientar o trabalho missionário do reverendo Antonio de Carvalho
Silva Gueiros que pastoreou a igreja durante quarenta anos ( 1911 a 1951).
Reverendo Antonio Gueiros fundou, em Pernambuco, as igrejas presbiterianas de
Águas Belas, Bom Conselho, Salobro, São Bento do Una, Cachoeirinha,
Itacatu, Quipapá e Palmares. Além das igrejas de Pão de Açucar, Mata Grande,
Palmeira dos Índios e Quebrangulo em Alagoas.
Por seu trabalho missionário mereceu ser chamado pela Academia Pernambucana
de Letras de " O Desbravador Evangélico do Sertão" .
Antonio Gueiros faleceu em 18 de fevereiro de 1951 aos oitenta anos de idade.
PASTORES:(esta lista está incompleta e não está ordenada, se quiser contribuir
com nosso blog envie-nos fotos e os nomes que estão faltando )
Rev. Martinho Oliveira (1900 a 1903)
William W Thompson Jerônimo Gueiros Antonio Gueiros João Campos de Oliveira Henrique de Lima Guedes Enéas Lins dos Anjos
Nivaldo Felipe Carlos Porto
Hamilton Rodrigues
Luiz Augusto
Lindenberg Clemente
Inaldo Cordeiro Peixoto
GALERIA DE FOTOS DE PASTORES:
Rev. Martinho Oliveira
William Thompson
Rev. Jerônimo Gueiros
(foto do Portal mackenzie.com.br)
Rev.João Campos de Oliveira no púlpito-Igreja das Graças-1987
Ao lado, rev. Esmael Feijó e Rev. Ageu Lídio Pinto
(Album do rev. Enos Moura)
Revs. Henrique Guedes, Tom Foley, Oton Dourado, Orlando Morais, Elias Sabino. Presb. Aulete Ribeiro, Mauríco Wanderley, Heríclio Araújo, João Moreira, Francisco Vieira , Rev João Campos(album de Enos Moura)
Rev. Henrique Guedes
Presb. Almirante Boanerges Cunha; Rev. José Martins , ?, Rev. João Campos deOliveira,Rev. Antônio de Teixeira Gueiros, Rev. Elias Sabino de Oliveira , REv. Thiago dos Anjos Lins, Prsb. Gamaliel Alexandrino da Silva, Rev. Samuel de Vasconcelos Falcão, Rev. José Catanhede de Matos Filho, REv. Alpheu Barra de Oliveira (filho de Martinho de Oliveira) e Rev. Enéas Lins . (Album de Enos Moura)
Rev. Enéas Lins dos Anjos
Rev. José Martins
Rev.Cephas Reinaux de Barros e esposa Marlene L. Barros
(Álbum de Helem Barros)
Do lado direito para esquerdo : Enos, Salomão, Geraldo Tolentino, João Franco e Nisan Bahia
(Album de Enos Moura)
Rev. Nisan Bahia
Rev. Inaldo Peixoto
BIBLIOGRAFIA:
CORTEZ, Natanael- Os Dois Tributos: A Cesar, A Deus; jubileu ministerial, 1915-18
de janeiro-1965- Livraria e Gráfica Ediprés-
MATOS, Alderi Souza Os pioneiros Presbiterianos do Brasil-Os pioneiros presbiterianos
do Brasil, 1859-1900: missionários, pastores e leigos do século XIX; Editora Cultura
Cristã: 2004;
CAVALCANTI, Alfredo Leite- História de Garanhuns, 2a edição- Biblioteca
Pernambucana de História Municipal, 1997
A vida é feita de decisões. Às vezes não
decidimos entre o mal e o bem; mas entre o bom e o melhor. Muitas vezes
sacrificamos o importante no altar do urgente. Busque as primeiras coisas
primeiro. No mundo temos Deus, pessoas e coisas. Quando adoramos a nós mesmos,
nos esquecemos de Deus, amamos as coisas e usamos as pessoas. Devemos adorar a
Deus, amar as pessoas e usar as coisas. Deixe de fazer o mal e faça o bem;
deixe de falar mal das pessoas e abençoe-as com suas palavras. Deixe de correr
atrás de coisas que perecem e busque as coisas que permanecem para sempre.
Deixe de viver egoisticamente, e viva para a glória de Deus!
Origem da imagem: cris-allineedisyoulord.blogspot.com
O Natal é uma festa de grande alegria. Traz glória a Deus no céu e
alegria na terra entre os homens. O anjo disse aos pastores de Belém: “Não
temais, porque vos trago novas de grande alegria para todo o povo; é que hoje
na cidade de Davi, vos nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2.10,11).
Os céus de Belém se cobriram de anjos e uma música ecoou desde as alturas:
“Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens a quem ele
ama” (Lc 2.14). Devemos celebrar o nascimento de Jesus com entusiasmo, com
gratidão e com louvor em nossos lábios. O Natal foi planejado na eternidade.
Foi prometido no tempo. Anunciado pelos profetas. Cumprido na plenitude dos
tempos. Deus entrou em nossa história, encarnou-se, vestiu a nossa pele e
calçou as nossas sandálias. Jesus veio ao mundo não apenas para estar ao nosso
lado, mas para ser o nosso substituto. O Rei dos reis fez-se servo. Sendo rico,
tornou-se pobre. Sendo santíssimo, fez-se pecado. Sendo o autor da vida, morreu
em nosso lugar.
O nascimento do Rei
foi um golpe no orgulho dos poderosos. O Rei dos reis não entrou no mundo
vestido das glórias celestiais. Ele não nasceu num palácio, mas numa
estrebaria. Não pisou tapetes aveludados, mas andou pelas estradas poeirentas
da Palestina. Não usou um cetro de ouro, mas empunhou um cinzel na dura faina
de uma carpintaria. Não veio ostentando poder, mas esvaziou-se e tornou-se
servo. Não reivindicou seus direitos, mas humilhou-se até a morte e morte de
cruz.
O nascimento do Rei
aponta-nos para o insondável amor de Deus. Ele nos amou desde toda a
eternidade. Deus nos amou não porque merecíamos ser amados. Amou-nos quando
éramos fracos, ímpios, pecadores e inimigos. Ele amou-nos sendo nós filhos da
ira. Amou-nos e deu-nos seu Filho Unigênito. Deu-o como oferta pelo nosso
pecado. Entregou-o para ser cuspido pelos homens e ser pregado numa cruz como
nosso substituto.
O nascimento do Rei
revela que há uma estreita conexão entre a manjedoura e a cruz. O Rei da glória
entrou no mundo como o Cordeiro de Deus. Ele nasceu para morrer. Jesus é o
nosso Cordeiro Pascal. Ele foi imolado em nosso lugar. Seu sangue foi vertido
para expiar os nossos pecados. É pela sua morte que recebemos vida. É pelo seu
sacrifício que somos perdoados, remidos e reconciliados com Deus.
O nascimento do Rei
abriu-nos o caminho de volta para Deus. Ele mesmo é o caminho do céu. Ele é a
porta da glória. Por meio dele temos livre acesso ao Pai e podemos entrar
confiadamente na presença daquele que está assentado no trono. É por meio de
Jesus que somos reconciliados com Deus. É por meio de Jesus que recebemos vida
em abundância. É por meio de Jesus que somos adotados na família de Deus, somos
feitos filhos de Deus, e nos tornamos herdeiros de Deus.
O nascimento do Rei
é a festa da vida e da salvação. Precisamos resgatar o verdadeiro sentido do
Natal. Precisamos devolver o Natal ao seu verdadeiro dono. Precisamos como os
magos do Oriente, ir a Jesus para adorá-lo, depositando a seus pés os nossos
melhores tesouros, pois ele é digno de receber toda honra, toda glória e todo o
louvor.
Estamos no último mês do ano de 2012, é momento de festa, de celebração, de presentes. É o mês do natal!
Natal é o nascimento de Jesus Cristo, ele veio a este mundo: “O verbo se fez carne e habitou entre nós”. O maior advento da história, o Senhor da história, o Alfa e o Omega da história veio a este mundo e habitou entre os homens. Como homem sofreu as nossas dores e venceu todas as coisas.
Dezembro chegou é hora deolhar para trás e agradecer a Deus por mais um ano, agradecer pelas lutas travadas, porque o Senhor nos concedeu forças para supera-las e vencê-las. Agradecer pela proteção do Senhor. “Se Deus é por nós, quem será contra nós”.
Dezembro chegoué hora de olhar para opresente com discernimento e sabedoria. É preciso evitar gastos desnecessários e tomar cuidado para não cair nas tentações do comércio fazendo dividas exorbitantes. É preciso discernimento para agir com muita calma no convívio com o próximo, pois, o estresse certamente está acumulado e precisamos de paz para conviver de forma sadia e salutar.
Dezembrochegou é hora de olhar para o futuro e buscar a presença de Deus, confiando a Ele o nosso amanha sabendo que o Senhor dirige todas as coisas e com esperança adentrar num novo ano cheio de expectativas no coração.
Deus abençoe a todose conceda um feliz natal e um prospero ano novo
Uma noite
de gratidão e louvor a Deus: Assim foi a noite do último domingo 25 de Novembro
na Igreja Presbiteriana Central de Garanhuns. O Grupo de Louvor “Voz e Melodia”
comemorou juntos aos irmãos e perante Deus, um ano de sua fundação. No repertório do grupo, composto por 5 belas
vozes, muitos louvores e agradecimentos ao Nosso Pai, Jesus
Cristo. Na oportunidade , o “Voz e Melodia”, formado por Ana Alice Gueiros, Bruno Falcão Vilela, Halison Rodrigues Leite, Hudson
Ferreira Alves e Lindojohn Siqueira Campos, fez um breve discurso de
agradecimento, publicado na íntegra abaixo.
Aos amigos e
irmãos do “Voz e Melodia” os parabéns do Blog e do Programa de Rádio “A verdade
que liberta” pela dedicação nos caminhos do Senhor e que as suas bênçãos alcancem
a cada integrante e a cada alma que os aprecia. E todos
aguardamos o primeiro CD do Grupo.
Discurso de aniversário do Voz e Melodia
Hoje é um dia muito especial para todos
nós, é o dia em que estamos comemorando o nosso aniversário, em 1° lugar agradecemos ao autor e consumador da nossa fé,
aquele que nos deu e nos está dando a oportunidade de pregar a sua palavra através da música.
Parece que foi ontem quando decidimos
iniciar esse grupo, sabíamos que não ia ser uma tarefa fácil, mais tínhamos e
temos a certeza que em todos os momentos
de nossas vidas somos guiados e amparados pela poderosa mão do Senhor, muitas
dificuldades enfrentamos, mesmo tendo
tão pouco tempo de formação, podemos hoje dizer que somos mais fortes do que
ontem, e temos a alegria e o prazer de cantar louvores ao Deus altíssimo.
Cremos que a palavra mais apropriada
para este momento é a gratidão, a gratidão de todos aqueles que de uma maneira
ou de outra estão contribuindo para que o nosso grupo esteja cada vez mais
firmado na rocha que é o Senhor, queremos agradecer ao conselho ao nosso pastor
e a todos que fazem parte de nossa igreja.
Em especial, não poderíamos deixar de
ressaltar a importância de nossas famílias e de nossas mães que com certeza estão
em oração por esse trabalho que vem sendo realizado. Mães agradecemos de
coração e sabemos que quando estamos aqui na frente como agora, e em todos os
momentos de nossas vidas temos mulheres firmes que estão de joelhos para que
fiquemos de pé.
LOUVADO SEJA O NOME DO SENHOR AQUELE QUE É DIGNO DE TODA
HONRA GLÓRIA E LOUVOR.
ATÉ AQUI NOS AJUDOU O SENHOR POR ISSO ESTAMOS ALEGRES!!!
Devemos acrescentar que essa oração foi ensinada por Jesus aos seus discípulos. Sua autoria constitui o elemento básico e fundamental para o seu estudo diário. Procedeu do Senhor Jesus. Daí, seu imensurável valor permanente. Ela foi dada aos crentes, aos discípulos.
Ele disse: “Portanto, vós orareis assim; Pai nosso que estás nos Céus...”. Não é oração para descrente, crentes em outros senhores ou ateus. É oração de crente. Se somos crentes, essa oração é nossa, em Cristo.
Fizemos ligeira introdução a respeito da “Oração do Senhor” e sugerimos um questionário, com propósito de levar os irmãos a pensar no que já dissemos sobre o assunto, a fim de prosseguirmos analisando outros elementos bíblicos da oração. Talvez seja oportuno lembrar que a Oração do Senhor tem sido caracterizada por vários nomes, todos com certo fundamento e base. É a oração que toda a cristandade ora e parece que se torna, cada vez mais, elo entre os cristãos de diferentes ramos. Ela nos ensina:
A paternidade de Deus - Nela estamos declarando nossa filiação universal para com o Senhor de todos os homens. A doutrina da Paternidade que aparece nas Escrituras assume nessa oração a clareza, a universalidade e afirmação prática, que a cristandade precisará reconhecer e proclamar, por meio da oração. Nessa paternidade, a oração também define a natureza da paternidade que Deus exerce em relação a nós, seus filhos. “ Pai Nosso, que estás nos céus” é a afirmação de nosso reconhecimento quanto à paternidade do Senhor. Conforta-nos o fato de podermos sentir nossa filiação segura e certa para com o Pai glorioso, ao qual Jesus Cristo nos ensinou a buscar em nossa oração.
· A divindade do Pai, “...que estás no céu”, distinguindo-se de toda limitação humana dos filhos. Sua divindade de essência e de natureza nos dá tranquilidade e a santidade divina do Senhor nos garante que podemos estar seguros e protegidos pelo Pai, que governa todas as coisas, pela sua infalível paternidade divina. Reconhecer esse fato, na oração, significa reconhecer a divindade do pai, em quem os filhos confiam e por isso descansam na sua misericordiosa providência, sob a qual todos somos filhos confiantes e esperançosos.
·A nossa filiação exclusiva. Nosso egoísmo se dissipa, pois somos todos igualmente filhos, pela paternidade única, sob a qual nossa filiação é fraterna e exclusiva. Assim, orar o pai-nosso é reconhecer a fraternidade de todos para com a paternidade de Deus, debaixo da qual só existem filhos, pois só um é Pai de todos, do qual todos os crentes são filhos. Ser filho do Pai é reconhecer no outro a irmandade e a fraternidade únicas.
Essa invocação do pai-nosso coloca os que oram diante das três grandes verdades, que lhe referimos aqui, a fim de que você não ore a bela oração inconscientemente, mas com reflexão e seriedade, compreendendo as imensuráveis implicações que ela tem para sua vida e para a vida da cristandade total. È isso que estamos dizendo quando oramos: “Pai Nosso que estás nos céus”. Procure orar assim essa oração e você crescerá na compreensão do que Deus lhe está dizendo por meio dela.
Fonte: Livro Desafio da Vida Cristã - Wilson de Souza Lopes
1. Existem 400 referências à paz na Bíblia. As Escrituras começam com paz no Jardim do Éden e termina com paz na eternidade. O pecado do homem interrompeu a paz no Jardim. Na cruz, Cristo se tornou a nossa paz e um dia, ele virá para estabelecer o seu Reino de paz.
2. Deus se audenomina o “Deus da paz”, mas não há paz no mundo. Isso por causa da oposição de Satanás e desobediência do homem.
I. A NECESSIDADE DA PAZ
1. O homem é um ser em conflito
O homem está em guerra com Deus, consigo, com o próximo e com a natureza.
A paz que saudamos hoje começa a desmoronar amanhã. Não temos paz política, econômica, social ou familiar. Não temos paz em lugar nenhum porque não temos paz no nosso coração. As pessoas sofrem de doenças mentais e emocionais como nunca. Alguém já disse: “Washington tem inúmeros monumentos à paz. Depois de cada guerra, contróem um”.
A paz é meramente aquele breve momento glorioso na História em que todos param para recarregar as armas. Depois da segunda guerra mundial, o mundo ficou preocupado em desenvolver um agência para a paz mundial, por isso, em 1945, surgiram as Nações Unidas com o lema: “Libertar as nações vindouras do flagelo da guerra”. Desde então, não tem havido um dia de paz na terra. Nem um. É uma quimera.
2. Os homens estão em conflito uns com os outros
Não temos capacidade de conviver bem uns com os outros. Existem dissoluções de famílias e discórdias nas escolas. O homem não tem paz consigo mesmo, por isso o mundo ao seu redor está mergulhado no caos.
O século XX começou com profundo otimismo humanista. Mas veio a primeira guerra mundial e cerca de 30 milhões de pessoas foram mortas. Logo veio a segunda guerra mundial e 60 milhões de pessoas pereceram. O comunismo abocanhou 1/3 dos habitantes do planeta e levou milhões à morte. Hoje vivemos terríveis guerras étnicas, tribais e religiosas. O mundo é um barril de pólvora.
Tudo o que Deus criou cumpre o seu propósito: Deus criou o sol para brilhar, as árvores para encherem a terra de fartura, as sementes para nascerem, florescerem e frutificarem. Deus criou o homem para a vida e ele prefere a morte; para a paz e ele prefere a guerra.
Até o reino de Satanás não vive dividido. Será que nós somos os únicos que nos auto-destruímos e destruímos uns aos outros?
3. Sem paz a sociedade se desintegra
Sem paz você é um ser um conflito, em guerra. Sem paz sua família se arrebenta. Sem paz a igreja perde a comunhão e fica estagnada. Sem paz as denominações se engalfinham em batalhas intérminas. Sem paz a cidade vira uma arena de medo. Sem paz a nação mergulha em densas trevas. Sem paz o mundo vive a síndrome do pânico. O problema que mais nos assusta hoje é a falta de segurança. O nosso semelhante tornou-se nossa maior ameaça. Falta paz na terra.
II. O QUE É PAZ
1. O que não é paz
a) Não é paz de cemitério – Algumas pessoas definem paz como ausência de conflito. Não existe conflito em um cemitério, mas paz é muito mais do que a ausência de algo.
É a presença da justiça que produz relacionamentos verdadeiros. A paz não é apenas a suspensão da guerra; a paz é a criação da justiça que reúne inimigos em amor. Jesus, o príncipe da paz, não evitou os conflitos, jamais deixou de denunciar o erro, o pecado. Mataram-no porque ele se recusou a aceitar uma paz a qualquer preço.
b) Não é trégua – Há uma grande diferença entre trégua e paz. Uma trégua quer dizer que você apenas que você deixa de atirar por um tempo. A paz vem quando a verdade é conhecida, o problema é resolvido e as partes se abraçam.
c) Não é fuga do confronto – A paz na Bíblia nunca se esquiva dos problemas. Não é paz a qualquer preço. Apaziguamento não é paz. A paz tem um alto preço. Ela custou o sangue de Cristo. Dietrick Bonhoeffer criou o termo “graça barata”. Existe também uma espécie de paz barata. Proclamar paz, paz, onde não há paz, é obra do falso profeta. A paz supera o problema; não é sublimar nem enterrar o problema vivo. A paz constrói uma ponte de reconciliação. Sem confronto teremos apenas um cessar-fogo, uma guerra fria, um tempo para recarregar as armas.
d) Não é sacrifício da justiça – Nunca se procura a paz à custa da justiça. Você não conseguirá paz entre duas pessoas a não ser que elas tenham percebido o pecado, a culpa e o erro da amargura e do ódio e tenham resolvido levá-los diante de Deus e corrigi-los.
e) Não é sacrifício da verdade – Muitos hoje querem a paz e a união de todos, mas enterrando a verdade. Nesse sentido Jesus veio trazer não a paz, mas a espada (Mt 10:34). Não há unidade fora da verdade. A paz com todos e a santificação precisam andar juntas (Hb 14:12). O ecumenismo é uma falácia. Não temos nenhuma ordem de Cristo para buscarmos a união sem pureza, pureza de doutrina e de conduta. Uma união barata produz uma evangelização barata. Esses são atalhos proibidos que transforma o evangelista num mercador fraudulento, degrada o evangelho e prejudica a causa de Cristo. A Bília nos proíbe a sermos cúmplices com as obras infrutíferas das trevas (Ef 5:11). A Bíblia condenou a aliança de Josias com o ímpio rei Acabe (2 Cr 19:2). A Bíblia ordena: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos, porque que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão da luz com as trevas [...]” (2 Co 6:14).
2. O que é paz
A palavra paz tanto no hebraico como no grego nunca é um estado negativo. Nunca significa apenas a ausência de conflito. A paz é inclui o bem estar geral do homem. É a libertação do mal e a presença de todas as coisas boas.
A paz é um estado de harmonia com Deus, consigo, com o próximo.
3. Impedimentos à paz
a) Semear contendas – A Bíblia diz: “Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo” (Lv 19:16). Este é o pecado que mais a alma de Deus aborrece, semear contendas entre os irmãos (Pv 6:19). O mexeriqueiro é o correio do diabo por quem ele envia as suas cartas, disse Thomas Watson. Ele é um mexeriqueiro. Ele sopra as brasas da contenda. Se a Bíblia que o pacificador é abençoado, bem-aventurado, então, aquele que quebra a paz é maldito. O diabo foi o primeiro a quebrar a paz, separando o homem de Deus.
b) Alimentar a soberba – A pessoa soberba pensa que ela é melhor do que os outros e contede por superioridade. Diótrefes, amava os primeiros lugares (3 Jo 9). Amã mandou matar todos os judeus porque Mordecai não se prostrou aos seus pés (Et 3:9). Só uma pessoa que abriu mão da sua vaidade, pode ser um pacificador.
III. A BÊNÇÃO DE SERMOS PACIFICADORES
1. Nós fomos chamados à paz e somos portadores da paz
Deus nunca nos chamou para a divisão ou contendas. Ele nos chamou à paz (1 Co 7:15). Temos paz com Deus, temos a paz de Deus e somos portadores da paz. Devemos levar a paz: “paz seja nesta casa”. Quando Tiago e João pediram para Jesus mandar fogo do céu sobre os samaritanos, Jesus lhes repreendeu: “Vós não sabeis de que espírito sois. Pois o Filho do homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las” (Lc 9:55). Isaías diz que quando andamos com Deus, nossos filhos tornam-se reparadores de brechas (Is 58:12). A Bíblia diz: “Quão formosos são os pés daqueles que anunciam as boas novas da paz”.
2. É honroso ser um pacificador
A Bíblia diz que “honroso é para o homem o desviar-se de contendas” (Pv 20:3). É honroso por termo aos conflitos intrapessoais e interpessoais. Salomoão disse que “como o abrir de uma represa, assim é o começo da contenda; Quando uma represa arrebenta, há uma inundação catastrófica, que traz perigo, prejuízo e morte.
Jesus diz que feliz é o pacificador, aquele que não gera conflitos, mas que acaba com eles, buscando reconciliação.
3. O pacificador poupa a si mesmo de tormentos
A Bíblia diz: “O homem bondoso faz bem a si mesmo, mas o cruel a si mesmo se fere” (Pv 11:17). Um gerador de contendas torna o seu próprio carrasco e algoz. Ela flagela a si mesmo. O ímpio é como o mar agitado, que lança de si lodo e lama. Não há paz para o ímpio (Is 57:20,21). A Bíblia diz: “Oh quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união. É como o óleo e como o orvalho” (Sl 133:1).
4. O pacificador estampa na sua vida o próprio caráter de Deus
O Deus Pai é chamado o Deus da paz (Hb 13:20). Ele nos comissiona a sermos embaixadores em seu nome, rogando aos homens que se reconciliem com Deus.
O Deus Filho é chamado o Príncipe da Paz (Is 9:6).Ele entrou no mundo com uma música da paz: “Paz na terra entre os homens” (Lc 2:14). Ele deixou o mundo com um legado de paz: “Deixo-vos a paz, a minha vos dou, não vo-la dou como o mundo a dá” (Jo 14:27). Cristou orou pela paz. Para que sejamos um como ele e o Pai são um (Jo 17:11,21,23). Cristo derrou seu sangue pela paz. Ele fez a paz pelo sangue da sua cruz (Cl 1:20).
O Deus Espírito Santo é o Espírito da paz. Ele é o consolador. Um dia nós estaremos no céu em perfeita paz. Somos co-participantes da natureza divina. Os anjos pertencem a diferentes ordens, mas jamais estão em conflito. Não céu não haverá contenda, nem ciúmes.
5. O pacificar promove a paz
O pacificador está em paz com Deus, anuncia o evangelho da paz, tem o ministério da reconciliação e é um embaixador de Deus, rogando aos homens que se reconciliem com Deus (2 Co 5:18-20).
O pacificador é aquele ama os seus inimigos, abençoa aqueles que lhe maldizem, ora por aqueles que lhe perseguem (Mt 5:45).
Jesus ordena: “Tende paz uns com os outros” (Mc 9:50). Paulo diz: “Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens” (Rm 12:18).
6. Como podemos ser pacificadores
a) Evangelizando – Quando você leva ao homem o evangelho da paz, você está sendo um embaixador do céu na promoção da paz. Quando o homem se reconcilia com Deus, ele abandona o ódio, a vingança. Exemplo: Charles de Cheise and Fuchida.
b) Perdoando as ofensas – A Bíblia diz que não devemos retribuir o mal com o mal, mas vencer o mal com o bem. Ódio produz mais ódio. Guerra produz mais guerra. Exemplo: José e seus irmãos (Pai do presbítero A.S.V).
c) Sendo um reparador de brechas – Se o pecado que mais Deus abomina é espalhar contendas, apagar contendas deve ser atitude que mais alegra o coração de Deus.
IV. A RECOMPENSA DO PACIFICADOR
1. A recompensa do pacificador é ser chamado de filho de Deus
A língua grega usa huios para filhos e não tekna, que significa crianças. Tekna nos fala de uma afeição terna. Huios nos fala de dignidade, honra e consideração.
Amamos nossos filhos mais do que nossa casa, nosso carro, nossos bens. Nossos filhos são nossa maior herança. O pacificador é filho do Deus vivo. Esse título é mais honroso do quer ser o mais exaltado príncipe da terra.
A Bíblia diz que somos a menina dos olhos de Deus. A pupila é a parte mais sensível do corpo. É a parte mais frágil e delicada. Você a protege. Deus age da mesma forma com os seus filhos. Se você tocar em um de seus filhos, você está colocando o dedo no olho de Deus.
2. Os filhos de Deus são muito preciosos para Deus
A Bíbia diz que somos o seu tesouro particular (Ml 3:17). Diz que Deus nos dará um nome eterno (Is 56:5). Diz que Deus recolhe nossas lágrimas em seu odre (Sl 56:8). Quando morremos, nossa morte é preciosa aos seus olhos (Sl 116:15). Deus nos fez reis, príncipes e sacerdotes, herdeiros. Deus diz que seus filhos são os notáveis em quem ele tem todo o seu prazer (Sl 16:3). A Bíblia diz que nós somos os vasos de honra de Deus (2 Tm 2:21). A Bíblia diz que os filhos são dignos de honra (Is 43:4). Nós somos a herança de Deus. Nossa posição é mais elevada do que a dos anjos. Ele nos servem. Nós somos co-participantes da natureza divina. Estamos ligados a Cristo. Somos membros do corpo de Cristo. A Bíblia diz que nós nos assentaremos com ele no seu trono (Ap 3:21), como filhos pulando no colo do pai.
3. Os pacificadores são feitos filhos de Deus por adoção
No que a adoção consiste:
a) Adoção é a transferência de uma família para outra – Nós fomos transferidos da velha família de Adão. Éramos escravos, éramos cegos, perdidos, filhos da ira (Ef 2:2-3). Agora, somos membros da família de Deus. Deus é nosso Pai. Cristo é o nosso irmão mais velho. Os santos são nossos irmãos e co-herdeiros, os anjos são espíritos que nos servem.
b) Adoção consiste em uma imunidade e desobrigação de todas as leis que nos prendiam à antiga família – Agora não somos mais escravos do pecado. Agora fomos libertos do império das trevas. Agora somos novas criaturas.
c) Adoção consiste em uma legal investidura dos direitos da nova família – Recebemos um novo nome. Antes éramos escravos, agora somos filhos. Antes éramos um pecador, agora somos santos. Recebemos também uma gloriosa herança. Somos herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo.
No que a adoção divina difere da adoção humana:
a) A adoção humana via de regra é para suprir uma carência dos filhos naturais – Deus sempre foi completo em si mesmo. Deus sempre se deleitou no seu Filho unigênito.
b) A adoção humana é restrita, a de Deus ampla – A herança do pai é repartida em parte para os filhos. Os herdeiros de Deus possuem tudo o que é do Pai. Tudo o que Deus tem é nosso.
c) A adoção humana é feita sem sacrifício, a divina custou a vida do seu Filho – A nossa adoção custou a morte do seu Filho unigênito, para fazer-nos filhos adotivos. Deus selou nossa certidão de nascimento com o sangue do seu Filho. Quando Deus criou todas as coisas, ele apenas falou, mas quando nos adotou, o sangue do seu Filho precisou ser derramado.
d) A adoção humana confere apenas benefícios terrenos, a adoção divina confere bênçãos celestiais – Deus concede-nos mais do que bens, concede-nos uma nova vida, um novo coração, uma nova mente, uma nova herança, um novo lar, a vida eterna.
4. Como podemos saber que somos pacificadores ou filhos de Deus
a) Provamos que somos filhos de Deus quando temos um coração sensível – Um filho chora ao ofender o seu pai. Pedro chorou ao negar a Jesus. Clemente de Alexandria diz que sempre que Pedro ouvia um galo cantar, ele desatava em choro.
b) Provamos que somos filhos de Deus quando agimos de forma semelhante ao nosso Pai celeste – Os judeus disseram para Jesus que eles eram filhos de Abraão, mas suas atitudes indicavam que eles eram filhos do diabo (Jo 8:40). Não podemos chamar a Deus de Pai e imitar o diabo. Não somos filhos de Deus por criação, mas por reneração. Não pelo primeiro nascimento, mas pelo novo nascimento.
c) Provamos que somos filhos de Deus quando nos deleitamos em estar na presença de Deus – Onde Deus está aí é céu. Na presença de Deus tem delícias perpetuamente. Quem tem prazer em Deus aqui, vai entrar no gozo do Senhor. Vai desfrutar e usufruir da presença de Deus por toda a eternidade.
d) Provamos que somos filhos de Deus, quando assim formos chamados pelos homens – Eles não apenas são filhos de Deus, mas eles serão chamados filhos de Deus. Eles refletem o caráter do Deus da paz, buscando a paz, sendo embaixador da paz, levando união, sendo um construtor de pontes e não um abridor de abismos.
CONCLUSÃO
1. Você tem paz? Você vivem em paz com Deus, consigo, com o próximo?
2. Você tem perdoado as pessoas que lhe ofendem? Você prefere sofrer o dano do que entrar numa rixa e numa contenda?
3. Você é um pacificador? Qual foi a última vez que você lutou para evitar uma contenda?
4. Você pode provar pela sua atitude de pacificador que você é um filho de Deus? As pessoas consideram você um pacificador e um filho de Deus?